Democracia Directa – Visão Cristã

Segundo a graça de Deus que me foi dada, eu, como sábio arquitecto, assentei o alicerce, mas outro edifica sobre ele. Mas veja cada um como edifica, pois ninguém pode pôr um alicerce diferente do que já foi posto: Jesus Cristo. (ICoríntios 3, 10-11)

(outro) Texto onde se explica muito bem porque é urgente a aplicação das regras da democracia directa em Portugal.

A actual organização política tem pouco a ver com democracia e com capitalismo. (…) Os empregos resultam das amizades, da lealdade ao movimento, da filiação partidária. A progressão nos empregos ainda mais depende destes critérios. Os negócios sujeitam-se à proximidade de interesses e favores. (…) Vimos com espanto que há gestores nomeados para empresas cuja missão é apenas a de servir o partido, não a empresa onde trabalham.
(…) A ligação entre grupos empresariais e Estado é tão íntima que quase nada os distingue. Em troca de favores de Estado são garantidos empregos. As empresas que atraem a hostilidade têm fiscalizações inesperadas e enfrentam concorrentes cujo privilégio é o de não terem de cumprir a lei. E não há cultura do mérito, pelo contrário, a incompetência parece ser o critério fundamental para a ascensão nas hierarquias. (…)
(…) No fundo, trata-se de um sofisticado sistema feudal de pequenos territórios, de vassalagens e dependências, de alianças indestrutíveis e corruptas, com mecanismos brutais de retaliação. O Estado determina os incentivos e a clientela é monstruosa, dispensável e facilmente substituível. (…)
A retaliação maior é ficar sem emprego, ficar sem amigos. A famosa secretária sem telefone e com vista para a parede. Os sindicatos desapareceram, devidamente domesticados. O jornalismo está calmo, sobretudo onde conta, nas televisões. Os jornais estão quase falidos, evoluíram para tablóides, em busca de leitores, e já não lideram. (…) As pessoas têm medo: medo de perderem o seu emprego, de não poderem pagar os empréstimos da casa; medo de criticar, medo de quem possa estar a ouvir o desabafo. Os locais de trabalho estão balcanizados (porque é que aquele sobe e eu fico na mesma?). (…)

Emoções básicas (9)
por Luís Naves, em 4 de Julho de 2010
no blogue Albergue Espanhol
(passagens seleccionadas pelo transcritor)

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Filed under: democracia, , , , ,

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