Democracia Directa – Visão Cristã

Segundo a graça de Deus que me foi dada, eu, como sábio arquitecto, assentei o alicerce, mas outro edifica sobre ele. Mas veja cada um como edifica, pois ninguém pode pôr um alicerce diferente do que já foi posto: Jesus Cristo. (ICoríntios 3, 10-11)

O mito do cidadão incompetente.(2)

(continuação)


A imagem das pouco educadas, desinteressadas e politicamente imaturas “pessoas vulgares”, conduzidas pelas suas paixões e não pela luz fria da razão, acompanhou e atrasou o crescimento da democracia desde as suas origens. Uma e outra vez, a imagem dos cidadãos comuns politicamente incompetentes foi usada pelos poderosos e seus aliados para resistir às reivindicações de maior democracia. Mas, ainda que a marcha da democracia tenha sido atrasada não pode ser parada.

Nos séculos XIX e XX, o argumento da incompetência foi usado também contra a democracia e contra a passagem ao sufrágio universal, e também contra a igualdade de direitos políticos para as mulheres. O direito generalizado de eleger representantes e a igualdade de direitos políticos para as mulheres já não são uma questão em aberto. Mas as velhas ideias e argumentos continuam a ser a ser eficazes no caso do direito generalizado de votar em assuntos, isto é, democracia directa.
O argumento da incompetência só pode ser sustentado por aqueles que ignoram a prova que o contradiz. Se fosse verdadeiro, a estável democracia directa que se mantém viva na Suíça há mais de 100 anos não poderia existir, porque uma democracia referendária deveria ser auto-destrutiva; caminharia – segundo a previsão de Giovanni Sartori – para um rápido e catastrófico fim nos recifes da incapacidade cognitiva.
As condições prévias tecnológicas e educativas para a democracia nunca estiveram, provavelmente, tão satisfeitas como actualmente. Não há nenhum fundamento razoável para defender que aquela particular categoria de pessoas (os políticos ou a elite política) está melhor equipada para decidir os negócios públicos que a outra (os chamados “cidadãos comuns”). Apesar disto, a ideia persiste: não só não explica coisa alguma; necessita ela própria de explicação.

(excertos da tradução do cap. 7 do Giduebook to Direct Democracy, edição 2008, Initiative & Referendum Institute Europe)

 

Anúncios

Filed under: autor: José, cidadania, democracia, fundamentais, livros, traduções, , ,

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Março 2011
D S T Q Q S S
« Fev   Abr »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Livros

Clique para descarregar

Clique para descarregar (NOVO)

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

clique para descarregar

clique para descarregar

Outros livros

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar

Clique para descarregar (NOVO)

%d bloggers like this: