Democracia Directa – Visão Cristã

Segundo a graça de Deus que me foi dada, eu, como sábio arquitecto, assentei o alicerce, mas outro edifica sobre ele. Mas veja cada um como edifica, pois ninguém pode pôr um alicerce diferente do que já foi posto: Jesus Cristo. (ICoríntios 3, 10-11)

O que une a democracia e o cristianismo. / What binds democracy and Christianity.

And what separates them from Capitalism and Marxism. / E, o que os separa do marxismo e do capitalismo?

constructive democratic dialogue aiming in the revealing of a truth that will exclude no oneMuito tem sido questionada, e criticada, a associação que este blogue faz entre a democracia e o cristianismo. Todavia, embora tenha se tenha procurado demonstrar em vários artigos prévios a pertinência desta associação, nunca a questão foi respondida de forma directa. (1)

A resposta apareceu hoje (2), curiosamente, formulada em inglês, pelo que será aqui posta primeiro dessa forma e só depois traduzida (o melhor possível).

Capitalism is all about money. Marxism is all about power. Unlike, for democracy and Christianity is all about people.

Para o capitalismo é tudo uma questão de dinheiro. Para o marxismo é tudo uma questão de poder. De modo diferente, para a democracia e para o cristianismo é tudo sobre as pessoas.

(1) Porquê? Por que as grande respostas são sempre pequenas, isto é, as melhores respostas são sempre suficientemente simples e sintéticas para poderem ser apreendidas de uma só vez. O problema é que essas respostas só aparentemente são simples e a sua síntese leva normalmente muito tempo a acontecer.

(2) Como reacção ao tendenciosismo deste texto do Joaquim Couto, no seu blogue Portugal Contemporâneo.

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… a verdade vos tornará livres.*

*João 8: 32

Adenda: O meu amigo Joaquim sentir-se-á agora (quase 3 anos depois) muito menos estranhamente só.

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A maior lição de Economia.

Jesus alimenta cinco mil pessoas ou a multiplicação dos pães e dos peixes.

1. A hora já ia muito adiantada, quando os discípulos se aproximaram e disseram: «O lugar é deserto e a hora vai adiantada. Manda-os embora, para irem aos campos e aldeias comprar de comer.» (Mc 6:35-36)

Os discípulos aconselham ao mestre que disperse a multidão, que estabeleça o cada um por si – a opção liberal.

2. Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?» Dizia isto para o pôr à prova, pois Ele bem sabia o que ia fazer. (Jo 6:5-6)

O mestre não aceita o conselho e dispõe-se a dar-lhes uma lição de Economia e, enquanto líder, presta-se a assumir a responsabilidade pelo suprimento das necessidades da multidão.

3. Filipe respondeu-lhe: «Duzentos denários de pão não chegam para cada um comer um bocadinho.» (Jo 6:7)

Mas um discípulo avisa o mestre que ele não dispõe da verba necessária para assumir tal responsabilidade. O que faz Jesus? Aproveita a ocasião para se ver livre dos fariseus ricos, que o seguiam com intenção de o matar, incitando a multidão a tirar-lhes as bolsas cheias de dinheiro para poder comprar o pão que lhes saciaria a fome – a opção comunista? Faz um discurso inflamado à multidão sobre a justiça social, estabelecendo a expropriação mútua das posses individuais no seio da multidão seguida da entrega à sua pessoa e aos discípulos do espólio resultante para redistribuição igualitária – a opção socialista? Ou apela ao bem estar social e estabelece um tributo a cobrar à multidão para recolher a quantia necessária à satisfação das necessidades colectivas – a opção social-democrata? Não, ele não impõe absolutamente nada.

4. Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?» (Jo 6:8-9)

Jesus espera que alguém dê de livre vontade do que possui – a opção cristã. Pão de cevada, o pão dos pobres, e apenas dois peixes – a dádiva de gente humilde envergonhadamente enviada por uma criança.

5. Jesus tomou, então, os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e dava-os aos seus discípulos, para que eles os repartissem. Dividiu também os dois peixes por todos. Comeram até ficarem saciados. E havia ainda doze cestos com os bocados de pão e os restos de peixe. Ora os que tinham comido daqueles pães eram cinco mil homens. (Mc 6:41-44)

Em seguida, diz uma boa palavra sobre (abençoa) a dádiva e, dando o exemplo, inicia o processo de partilha. A partir deste momento está lançado aquilo que os economistas chamam o fluxo económico ou fluxo circular: a cada um chega algo do que circula e, simultaneamente, ele põe em circulação algo do que detinha.*

*Já julgo ouvir alguns que perguntam: mas, afinal, não ocorreu ali nesse dia um milagre? Claro que sim. Até lhe deram um nome: o milagre da multiplicação dos pães. A pergunta difícil não é essa, mas outra: qual terá sido a verdadeira Leia o resto deste artigo »

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Um empolgante testemunho de fé e coragem.

A impressionante vontade de uma jovem cristã de origem norte-coreana, com apenas 18 anos de idade, de libertar o seu povo da actual opressão espiritual e política, em plena consciência que essa acção a conduzirá muito provavelmente à morte.

Vai chegar o dia em que ficará à vista de todos que toda a opressão política é, primeiro, uma opressão espiritual.

Vídeo encontrado aqui, tem origem aqui.

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Pensamento. (8)

Se não anunciarmos a Jesus como Libertador, não anunciamos o Jesus que os Apóstolos conheceram e nos transmitiram.
Leonardo Boff, Jesus Cristo Libertador, Vozes, Petrópolis, 1988 (Introdução à 12.ª edição)

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A democracia directa prevê a responsabilização política* dos eleitos.

Não há responsabilização política.

Nós estamos a enfrentar desafios novos com soluções velhas.

Seria este o tempo de despedirmos os políticos profissionais, para colocarmos profissionais na política.

Teria que ser, de facto, construir um projecto social diferente.

O caminho tem que ser outro: de construção de uma consciência social, de uma consciência colectiva de co-responsabilidade social.

“Não perguntes ao teu país o que ele pode fazer por ti, pergunta-te a ti próprio o que podes fazer pelo teu país”.

Este seria o momento, não é de aparição de nenhum messias, mas é de aparição de gente capaz de formar opinião, gente capaz de formar consciência.

É esta estrutura, por dentro, que precisa de mudar; é a partir da base, é a partir da educação.

Frei Fernando Ventura, sobre a situação no país
excertos transcritos da entrevista ao Jornal das 9, na SIC, em 2/10/2010.
(parte 1, vídeo em baixo)

*Prestação de contas, political accountability, accountablity política.

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Visões cristãs da democracia directa. (3)


Acção social ou acção política? O que eu defendo é que até as autarquias sejam políticas, exerçam a política contra o poder dos ricos, contra o poder dos poderosos; exerçam acção política, serviço político, mais do que acção social. Exerçam, promovam e exerçam, pratiquem acção política na defesa das pessoas e das populações mais fragilizadas, menos escolarizadas, menos desenvolvidas.
Promovam politicamente as populações, para que elas organizadas, associadas, implementem e criem os serviços sociais que forem achados necessários em cada terra concreta. Quer isto dizer que o protagonismo há-de ser sempre das populações, não das autarquias, não do poder político, não dos partidos políticos, [mas] das populações, das pessoas, dos povos.
Só em último recurso e como papel supletivo é que as autarquias, por exemplo, que são as que estão mais próximas das populações locais, podem e devem entrar pelo social e gerir instituições nesta área, mas de modo transitório até que as populações cresçam – e o grande investimento há-de ser sempre feito no fazer crescer de forma maiêutica as populações -, elas cresçam de dentro para fora e estejam em condições a ser elas a fazer essas acções sociais, de estarem à frente, de gerirem os seus próprios destinos.
Portanto, em vez de acção social tem que se fazer acção política com as populações. É o que eu peço, inclusivamente aos partidos políticos, mas eles não me ouvem. E, não me ouvem pela simples razão de que quando se organizaram, já se organizaram a pensar, a sonhar na conquista do poder.
Eles querem o poder, querem ser eles a gerir, a ter os destinos dos povos nas suas mãos, em vez de serem os povos a terem os destinos nas suas próprias mãos.
E, quando se promove a acção política, então, até o poder diminui para que as pessoas, os povos cresçam.

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Visões cristãs da democracia directa. (2)


Na concepção bíblica e jesuânica – que era própia da concepção de Jesus, judeu Jesus –
[ser] rei era um serviço político contra o poder dos ricos e dos poderosos.

Para entendermos bem toda a dimensão do ministério, da missão política de Jesus, enviado de Deus Aba.

Quando a política se converte em poder, perverte-se. Infelizmente, é aqui que estamos hoje em Portugal, na Europa e no Mundo. Política, o que é? O que sempre deverá ser política, é defender com eficiência o pobre e o oprimido do poder opressor dos ricos e dos poderosos.

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Visões cristãs da democracia directa. (1)


Pois a mim, disse, o que me escandaliza mais é que os padres presbíteros da Igreja e toda a Igreja enquanto tal não compreendam a sua missão pastoral como uma missão essencialmente política. Aliás, a palavra pastoral tem a ver com pastor, que por sua vez, na cultura bíblica, tem a ver com rei, que por sua vez tem a ver com política e não tem nada a ver com religião. Está a ver, estão a ver, pastoral não tem nada que ver com religião, tem tudo a ver com política.

No cristianismo de Jesus, melhor seria no jesuanismo ou no movimento de Jesus não há sacerdotes, não, não há sacerdotes. … Pode haver – e há de facto –  presbíteros e bispos, que deverão ser especializados – vejam só -, deverão ser especializados em política tal qual como o seu mestre, Jesus de Nazaré. Ah, eu digo política, sim, eu digo política, e sobretudo política praticada; não digo poder político, claro. O poder político não tem nada que ver com a política praticada.


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A democracia não é um rebuçado.

Quando há mais ou menos quatro meses o José me telefonou para umas quantas elucubrações rebuçadosobre isto (a democracia por cá, a sua qualidade, “nós” e “eles”, o impasse, alternativas, a Democracia Directa …)… ele sabe, a minha primeira reacção foi de “gozo” … género: « …! em que mundo julga, que vive?!»

Essa minha primeira reacção não foi de resistência activa nem de incredulidade. Foi de previdência, de cautela por uma razão primeira:

a Democracia Directa é/será, a mais exigente e responsabilizadora forma de exercício de cidadania (e política) que pode haver além de outras razões mais que, por agora, não vêm ao caso (ficará para outras eventuais núpcias).

Logo nós que somos tão lestos a ficar de dedo em riste acusando terceiros e tão avessos a reconhecer as nossas próprias responsabilidades;

nós que tanto clamamos pelo Estado e o olhamos como um monstro;

nós que verberamos os propósitos e as acções ética e moralmente condenáveis “deles” e somos nós quem os vamos caucionando umas vezes por acção concordante outras por omissão negligente e cobarde;

nós que não nos convencemos que se a água do rio na foz é imunda fomos nós que, a montante, a fomos conspurcando.

A proposta de Democracia Directa é pois uma acção evangelizadora, educativa e, no contexto político português, muito difícil. É difícil porque é uma insurgência, uma rebelião ao âmago da estrutura do regime por consequência é um ataque a uma enorme rede de influências, amizades, favores, recompensas, reconhecimentos mútuos a centenas quiçá, milhares de petits pierrots que se estabeleceram por todo o organigrama institucional e regimental e pelo administrativo. De modo algum será por uns anos largos uma acção em que alguém de boa-fé possa presumir retirar vantagem. [estou por aqui por crer que, aqui, a ideia prevalecente é – ao contrário de outras onde me foi dado assistir a uma forma encapotada, sibilina, rasteira de achar maior protagonismo utilizando os demais como escadotes – a, por mim, enunciada]

O que vinha dizendo é tanto mais verdade que aqui a questão começa logo por uma enorme e aparente contradição que aparece na denominação – Democracia Directa /Visão Cristã. Esta “visão cristã” é redutora, exclusivista ou seja não inclusiva [estou a imaginar os comentários reactivos descuidando a denotação e exagerando por hemiplegia intelectual ou outra a conotação]? Eu próprio me questionei. Não é! A “cristandade”, para o ser, não pode obliterar o ecumenismo porque a essência do cristão é diálogo e entendimento (tudo o mais que a isso se possa acrescentar é outra coisa qualquer a que se pode chamar de cristão mas que, muito provavelmente, será propriedade de instituições – sejam elas quais forem).

Há no entanto limites (e não são poucos). Sucede é que, esses limites, radicam em uma outra série de questões que nada têm a ver com a visão cristã das coisas, mas com as contradições de essas mesmas propostas.

Voltaremos.

Filed under: autor: David, , , ,

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